17 de jun de 2011

Estudo liga 'cobreiro' à ocorrência de esclerose múltipla

Doença herpes-zóster é provocada pelo mesmo vírus que causa a catapora. 
Herpes-zóster: conhecida popularmente como cobreiro, a virose causa queimações ou coceiras na pele, seguidas por erupções de bolhas cheias de líquido
Pessoas que tenham sido vítimas de herpes-zóster, doença popularmente conhecida como "cobreiro", são até três vezes mais propensas a desenvolver esclerose múltipla, aponta uma pesquisa realizada pela Universidade de Medicina de Taiwan. O estudo foi publicado no periódico científico Journal of Infectious Diseases.   
O cobreiro é causado pelo vírus Varicella-zoster, o mesmo que provoca a varicela, ou catapora. A herpes-zóster caracteriza-se pela ocorrência de afecções na pele e normalmente começa com queimação ou coceira, seguida por uma erupção de bolhas cheias de líquido. Ela atinge, principalmente, pacientes com baixa defesa imunológicas. Uma vez que a pessoa já tenha tido catapora, o vírus entra em estado dormente, habitando as fibras nervosas do corpo. Mas, em alguns casos, o vírus pode voltar à ativa, causando, assim, a herpes-zóster.
A Esclerose Múltipla, por sua vez, acontece quando a camada protetora ao redor das fibras nervosas começa a se quebrar, retardando a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Os sintomas incluem fadiga, problemas de equilíbrio e de coordenação muscular e problemas de memória e de pensamento lógico.
De acordo com a Associação Americana de Esclerose Múltipla, cerca de 2,5 milhões de pessoas têm a doença no mundo. A maioria apresenta os primeiros sintomas entre os 15 e os 50 anos. 
A herpes-zóster acontece, normalmente, entre idosos, mas não chega a ser incomum casos em adultos, especialmente entre os que têm problemas de baixa resistência imunológica.
Durante o estudo, os pesquisadores avaliaram informações do banco de dados de uma seguradora que cobre 98% da população de Taiwan. Eles descobriram, então, que mais de 300.000 pessoas tinham herpes-zóster. O número foi comparado com as 950.000 pessoas com características similares, mas que não tinham a doença. No decorrer do estudo, menos de um a cada 10.000 pessoas no grupo com herpes-zóster desenvolveu Esclerose Múltipla – número três vezes maior que no grupo que não tinha herpes-zóster.
Para Jiunn-Horng Kang, coordenador da pesquisa, no entanto, o estudo apenas relaciona as duas doenças e não prova que uma seja a causa da outra. “Embora exista diversos mecanismos que poderiam explicar a relação entre elas”, diz Kang. 
Uma hipótese, segundo Kang, é que a herpes-zóster está associada com problemas no sistema imunológico que poderiam desencadear a Esclerose Múltipla.


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