14 de set. de 2009

Pesquisadores descobrem genes capazes de combater esclerose múltipla

Matéria publicada em: 12/09/2009
(AFP)
CHICAGO, EUA — Um grupo de pesquisadores americanos descobriu dois genes associados à reparação de sistemas nervosos em ratos de laboratório que sofrem de esclerose múltipla, de acordo com um estudo apresentado nesta sexta-feira em uma conferência na Alemanha.
A descoberta traz a esperança do desenvolvimento de novas e mais efetivas terapias para tratar a esclerose, além de maneiras de prever como alguns pacientes reagirão aos efeitos desta devastadora doença degenerativa.
"É possível que a identificação destes genes dê a primeira pista importante sobre porque alguns pacientes com esclerose múltipla vivem bem e outros não", indicou o autor do estudo, Allan Bieber, neurocientista da Clínica Mayo, em Minnesota, Estados Unidos.
"Enquanto ainda estamos nas etapas iniciais desta pesquisa, ela pode eventualmente levar ao desenvolvimento de terapias úteis que estimulem ou inibam estas plataformas genéticas em pacientes com esclerose múltipla", explicou.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que ataca o sistema nervoso central. Pesquisas anteriores mostram que parte dos danos causados pode ser recuperada pelo corpo, mesmo sem qualquer tipo de tratamento.
A equipe de Bieber fez o estudo em ratos com uma doença crônica e progressiva semelhante à esclerose múltipla, e mapeou os genes que reparavam espontaneamente os danos causados ao sistema nervoso central.
Assim, os pesquisadores descobriram dois determinantes genéticos fortes desta reação boa à doença.
"Os dados genéticos indicam que a boa reparação do sistema nervoso central resulta da estimulação de uma plataforma genética ou da inibição de outra", disse Bieber em um comunicado.
Os resultados da pesquisa sugerem que pode haver um pequeno número de determinantes genéticos fortes que definem porque algumas pessoas são capazes de reparar o dano causado pela esclerose múltipla.
"Se isso for verdade, pode ser possível mapear os mais importantes determinantes genéticos que reparam o sistema nervoso central em pacientes com esclerose múltipla, e definir um genótipo reparador que ajude a prever a reação dos pacientes", indicou por sua vez Moses Rodriguez, especialista em esclerose múltipla da Clínica Mayo.
"Uma ferramenta destas para o diagnóstico seria um enorme benefício para pacientes com esclerose múltipla", acrescentou.

Dados mostram eficácia do TYSABRI® no tratamento da esclerose múltipla

Matéria publicada em: 11/09/2009






A Biogen Idec e a Elan Corporation apresentam, esta sexta-feira, no 25.º Congresso do Comité Europeu para o Tratamento e Investigação em Esclerose Múltipla (ECTRIMS – 9 a 12 de Setembro), novos dados sobre o potencial do TYSABRI® (natalizumab) na redefinição do sucesso do tratamento da esclerose múltipla (EM). Estes dados partiram de estudos observacionais e de uma análise retrospectiva da fase III do estudo AFFIRM, pode ler-se no comunicado enviado pelas empresas.


Os dados revelam que o TYSABRI® melhora significativamente as capacidades físicas e cognitivas dos doentes com EM, através da utilização do Multiple Sclerosis Functional Composite (MSFC), nos doentes envolvidos no estudo AFFIRM; promove a regeneração ou estabilização da bainha da mielina, cuja destruição é responsável por diversos sintomas nestes doentes, tal como avaliado através de técnicas avançadas de RMN; e melhora, de um modo geral, a qualidade de vida dos doentes.


Para Michael Panzara, vice-presidente e responsável do Departamento Médico de Neurologia da Biogen Idec, “os doentes com EM devem esperar mais da sua terapêutica e estudos como estes demostram o potencial do TYSABRI® em satisfazer as suas expectativas”. “Os dados apresentados no ECTRIMS mostram mais uma vez que TYSABRI pode conduzir a melhorias num vasto leque de sintomas físicos e cognitivos”.


Já o presidente da Elan Corporation, Carlos Paya, sublinha que ”o forte perfil de eficácia demonstrado nos ensaios clínicos com TYSABRI® foi reforçado através destes e outros novos dados, apresentados no Congresso”. E acrescenta: ”o TYSABRI® é o primeiro medicamento aprovado para o tratamento da EM com evidência científica que sugere que alguns sinais de progressão da doença podem ser travados, quer sejam avaliados através de medidas clínicas, radiológicas ou através dos resultados reportados pelos próprios doentes”.


TYSABRI® melhora, significativamente, as funções físicas e cognitivas

A análise post-hoc do estudo de fase III AFFIRM foi conduzida utilizando a escala MFSC, com o objectivo de avaliar os efeitos do TYSABRI® na redução do grau de incapacidade dos doentes.


Os resultados mostraram que o TYSABRI® aumentou significativamente a proporção de doentes que melhorou o tempo de caminhada, o tempo de execução do teste dos nove buracos e pinos e que acertou em mais respostas no teste de adição, comparativamente com placebo.


O efeito do TYSABRI® permaneceu significativo no T25FW, 9-HPT e PASAT-3 quando a melhoria foi definida como uma mudança positiva vs. baseline sustentada em, pelo menos seis, sete ou oito de dez visitas de estudo planeadas.


Segundo Frederick E. Munschauer, professor na University of New York at Buffalo, nos Estados Unidos, “estes dados sobre a capacidade de TYSABRI em melhorar as funções física e cognitiva representam um novo paradigma para redefinir o sucesso das terapêuticas da EM”.

TYSABRI® estabiliza e restaura a bainha da mielina


Novos resultados de um estudo mostram que TYSABRI® promove a regeneração e estabilização da bainha da mielina tal como demonstrado através da avançada técnica imagiológica “Voxel-Wise”, em comparação com doentes tratados com interferão beta-1a IM e com indivíduos saudáveis. No estudo foram seguidos durante 12 meses, 77 doentes tratados com TYSABRI® e 21 doentes com interferão beta-1a IM, bem como 17 voluntários saudáveis de ambos os sexos.


Verificou-se que TYSABRI® promoveu, de forma significativa, a reconstituição da bainha da mielina, quando comparado com os doentes tratados com interferão beta-1a IM e com os voluntários saudáveis.


Não foram registadas diferenças significativas quanto ao decréscimo do volume de substância branca aparentemente normal quando avaliada pela técnica “Voxel-Wise” entre os doentes tratados com TYSABRI® e os voluntários saudáveis. Os doentes com EM surto-remissão apresentaram, com ambas as terapêuticas, um superior potencial de remielinização e um menor grau de desmielinização do que os doentes com EM secundária progressiva.



Melhoria do bem-estar físico e psicológico com TYSABRI®


Um estudo observacional e longitudinal de um ano (actualmente a decorrer) irá avaliar os resultados de saúde reportados pelos doentes, antes do tratamento com TYSABRI® e após a 3.ª, 6.ª e 12.ª perfusão. A Multiple Sclerosis Impact Scale-29 (MSIS-29) será utilizada para avaliar o efeito deste medicamento na qualidade de vida dos doentes.


Após um período de seis meses, o estudo mostrou que os doentes tratados com TYSABRI® experienciaram melhorias consistentes ao nível do seu bem-estar físico e psicológico, o que sugere que TYSABRI® pode melhorar, globalmente, a qualidade de vida dos doentes com EM.


O TYSABRI® já está aprovado em mais de 40 países. Está aprovado na União Europeia, para as formas surto-remissão de EM. De acordo com os dados do estudo AFFIRM, publicados no New England Journal of Medicine, após dois anos de seguimento, o tratamento com TYSABRI® levou à redução relativa de 68% da taxa anual de surtos, comparativamente a placebo, e reduziu o risco relativo de progressão de incapacidade em 42 a 54%.

FONTE:

3 de set. de 2009

REPORTAGENS INTERESSANTES

Programa exibido em: 03/09/2009


O Programa Bom Dia Saúde - da HCTV, realiza uma série de reportagens muito esclarecedoras sobre Esclerose Múltipla com a participação do Dr. Dagoberto Callegaro , Hipertensão na palavra do Dr. Décio Mion, a apresentadora fala sobre gripe H1N1 segundo informações fornecidas pela Dra. Ana Sarah Levim - Coord. do grupo de controle de infecção hospitalar do HC, sobre Botox com comentários do Dr. Luis Carlos Cucé.
Assista ao vídeo: http://www.hctv.com.br/#/video/bom-dia-saude-edicao-64-03092009

30 de ago. de 2009

Síndrome do Intestino Irritável (SII)

Dor abdominal, diarréias frequentes, constipação, gases, e ainda, depressão ou ansiedade?
Você pode ter a chamada Síndrome do Intestino Irritável.
Aprenda o que é e o que fazer para lidar com ela.


O que é?


A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um distúrbio intestinal funcional comum caracterizada por desconforto abdominal recorrente e função intestinal anormal. O desconforto freqüentemente se inicia após a alimentação e desaparece após a evacuação. Os sintomas podem incluir cólicas, náuseas, distensão abdominal, gases, constipação, diarréia e uma sensação de evacuação incompleta. Pode estar associado a graus variados de depressão ou ansiedade.

Estudos demonstram que cerca de 20% das pessoas apresentam a síndrome em algum momento de sua vida, predominando entre as mulheres, principalmente jovens.

Já foi conhecida como indigestão, diarréia nervosa, colite espástica, colite nervosa e neurose intestinal. Não existem anormalidades estruturais como infecção ou úlceras, por isso é chamada de funcional, e não evolui para qualquer tipo de doença orgânica ao longo da vida.


O que causa a Síndrome do Intestino Irritável?


A causa da Síndrome do Intestino Irritável (SII) não é bem conhecida e, portanto, não se sabe como, a partir de um certo momento, uma pessoa passa a apresentar os sintomas.

Acredita-se que alterações nos movimentos que propagam o alimento desde a boca até o ânus (motilidade intestinal) e nos estímulos elétricos, responsáveis por esse movimento intestinal, estejam envolvidos.

Já se observou, também, que indivíduos com Síndrome do Intestino Irritável, têm um limiar menor para dor proveniente da distensão intestinal, ou seja, menores volumes de gás ou fezes dentro do intestino são capazes de gerar uma sensação, interpretada como dor, enquanto que indivíduos sem a síndrome provavelmente não seriam perturbados por estímulos semelhantes.

A participação de um componente hormonal é sugerida pela piora dos sintomas em mulheres durante a menstruação.

Alterações psicológicas como depressão e ansiedade são mais freqüentes em pessoas com síndrome do intestino irritável que procuram atendimento médico. É possível que essas pessoas percebam e reajam de maneira mais intensa a estímulos menores. O estresse não causa a síndrome do intestino irritável, mas pode desencadear os sintomas.

Sintomas


Períodos sintomáticos podem se alternar com períodos assintomáticos de até vários anos, mas que, por fim, tendem a recorrer.

A dor geralmente é do tipo cólica, intermitente e mais localizada na porção inferior do abdome. Costuma aliviar com a evacuação e piorar com estresse ou nas primeiras horas após as refeições e, dificilmente, faz com que o paciente acorde à noite.

Os indivíduos com síndrome do intestino irritável com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia, fezes líquidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. As evacuações não costumam ocorrer à noite, durante o sono, ao contrário das diarréias de causa orgânica. Não há sangue nas fezes (com exceção dos casos de fissura ou hemorróidas), mas pode haver muco.

Já os com predomínio de constipação (intestino preso) evacuam menos de três vezes/semana, as fezes são duras e fragmentadas (fezes em "cíbalos" ou "caprinas"), e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). A constipação pode durar dias ou semanas e obrigar o paciente a fazer uso de laxantes em quantidades cada vez maiores, o que a agrava ainda mais a doença. Dor abdominal acompanha a gravidade da constipação e tende a aliviar com eliminação de fezes, porém é freqüente a queixa de uma sensação de evacuação incompleta, o que obriga o paciente a tentar evacuar repetidas vezes.

A maioria das pessoas com SII comenta sobre distensão abdominal, eructações e flatulência freqüentes e abundantes. São sintomas inespecíficos e são atribuídos ao excesso de gás intestinal. Entretanto, estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII revelam que a maior parte deles tem volumes normais de gás. Porém, mínimas distensões intestinais provocadas geram esses sintomas, sugerindo uma diminuição (congênita ou adquirida) do limiar de tolerância à distensão.

Queimação, náuseas, vômitos são relatados por até 50% das pessoas com Síndrome do Intestino Irritável.

Diagnóstico

Deve-se sempre procurar atendimento médico e a grande preocupação do médico diante de um paciente com suspeita de SII deve ser afastar a patologia orgânica. Naturalmente, a necessidade ou a quantidade de exames complementares a ser solicitado dependerá da experiência do médico e de fatores ligados ao paciente (p. ex., intensidade e característica dos sintomas, idade, comprometimento do estado geral etc.).

Início dos sintomas após a 4ª década de vida, sintomas com curso progressivo e aparecimento de novos sintomas com o passar do tempo, dor que acorda o paciente, sangramento vivo retal, excluindo-se patologia orificial (ex., hemorróidas) e emagrecimento falam contra a síndrome do intestino irritável e pacientes apresentando esses sintomas devem ser investigados com maior atenção.


Tratamento


O conhecimento de que se trata de uma doença de evolução benigna e que não acarreta ou progride para nenhuma outra circunstância mais grave é um passo muito importante, capaz de, por si só, tranqüilizar e fazer com os sintomas sejam mais bem tolerados.

Certos alimentos são mal tolerados pelas pessoas com SII. A confecção de um diário alimentar correlacionando sintomas com os alimentos ingeridos previamente pode ser capaz de detectar alimentos desencadeantes.

Algumas pessoas têm uma tolerância diminuída ao leite e derivados o que pode desencadear a diarréia. Para essas pessoas a diminuição da ingestão desses alimentos pode melhorar os sintomas.

O uso de bebidas gaseificadas pode levar gás aos intestinos e causar dor abdominal. Comer ou beber rapidamente, mascar chicletes, fumar, inspirar ar pela boca quando nervoso pode levar a algumas pessoas a engolir grandes quantidades de ar, os gases também podem ser produzidos por certos alimentos como feijões, cebolas, brócolis, repolho, uva e ameixa. Comer mais lentamente ou minimizar os alimentos formadores de gases pode ser útil.

Uma vez que a cafeína pode aumentar a motilidade intestinal, as pessoas com a síndrome deveriam evitar ou minimizar o uso de bebidas que contém cafeína como o café e colas cafeínadas.

Retardos desnecessários da defecação deveriam ser evitados. Porque quanto mais tempo as fezes permanecerem no intestino, mais fluídos podem ser absorvidos, dificultando ainda mais a evacuação. O uso de certos laxantes pode perpetuar a constipação porque o intestino pode se tornar dependente deles. Pessoas com a síndrome não deveriam tomar laxantes fortes.

Aumentar o conteúdo de fibras na dieta pode ajudar a regular a atividade intestinal e reduzir tanto a constipação como a diarréia.

Se fontes modificáveis de estresse podem ser descobertas, resolvê-las pode ajudar. Exercícios regulares também podem ajudar a normalizar a função intestinal.

A grande maioria das pessoas melhora com a compreensão de sua doença e com alterações alimentares. Nos pacientes com algum sintoma especialmente incômodo, medicamentos sintomáticos dirigidos diretamente para tratar a diarréia, constipação ou dor abdominal podem ser usados.

Em alguns casos, o uso de medicação antidepressiva é benéfico.

Não existe um tratamento específico para a Síndrome do Intestino Irritável.
Deve-se evitar o uso de laxantes e tranqüilizantes, pois causam dependência com certa facilidade.
Deve-se ter grande cautela ao usar medicamentos sobre os quais há muita propaganda, porém que não tenham sua real validade e, principalmente, segurança, bem estabelecidos.


As mudanças nos hábitos alimentares é a pedra fundamental no tratamento de pessoas com a síndrome do intestino irritável.

27 de ago. de 2009

Porto-alegrenses testam dificuldades de cegos e usuários de cadeiras de rodas


Matéria publicada em: 27/08/2009




Durante cerca de duas horas, em plena Praça da Alfândega, homens e mulheres foram convidados a experimentar as privações diárias impostas aos deficientes




Para saber o gosto de um chocolate, não basta ler a sua fórmula. É necessário provar. A partir desta premissa, simples e objetiva, Marcos Paulo Kuhn, cadeirante há seis anos, sugeriu proporcionar aos porto-alegrenses a possibilidade de se tornarem cegos ou usuários de cadeiras de roda por alguns minutos ou, ainda, comunicarem-se pela língua dos sinais.
O Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência aprovou a ideia, que mobilizou o centro de Porto Alegre ontem à tarde. Durante cerca de duas horas, em plena Praça da Alfândega, homens e mulheres foram convidados a experimentar as privações diárias impostas aos deficientes.

– Quem experimenta uma cadeira de rodas uma vez na vida tem ideia das dificuldades que enfrentamos todos os dias – diz o autor da ideia.

Acompanhada de um estudante, a acadêmica de Publicidade Kethiele Bonkevitca, 24 anos, preferiu outra experiência: sentiu as dificuldades da cegueira por exatos 15 minutos. Com os olhos vendados, a jovem caminhou da Praça da Alfândega até o Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, na esquina da Caldas Júnior com a Rua da Praia. Uma experiência radical.

– Dá medo de caminhar porque você não sabe o que vai encontrar pela frente e acaba perdendo um pouco do equilíbrio – interpreta.

Em cerca de 50 metros de caminhada, a jovem bateu levemente a cabeça em um orelhão. Com exceção do esbarrão, porém, Kethiele demonstrou temor apenas ao ouvir o ronco de um carro-forte, que passou distante menos de dois metros da estudante.

Para Paulo Kroeff, doutor em psicologia e presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que levou adiante a proposta de Kuhn, o objetivo da iniciativa é mostrar que pessoas com deficiências são cidadãos normais.


– Há barreiras arquitetônicas, comunicacionais, físicas, mas as principais barreiras são as barreiras de atitude – pondera Kroeff.

Kethiele Bonkevitca, 24 anos
Aluna de Publicidade experimentou as limitações da cegueira caminhando de olhos vendados



“Você não sabe o que vai encontrar pela frente e acaba perdendo um pouco do equilíbrio. Se estivesse sozinha, eu não saberia o que fazer.

Fico pensando nas dificuldades que as pessoas enfrentam em casa, por exemplo. Só neste trecho em que caminhei bati com a cabeça num orelhão. Imagino o que as pessoas enfrentam diariamente, em casa e na rua. Quando a gente se aproxima do meio-fio para atravessar a rua dá um medo... Se eu estivesse sozinha, ia ficar esperando até alguém me ajudar.”

Gabriel Amaro, 23 anos
Acadêmico de Psicologia transitou por cerca de 50 metros numa cadeira de rodas:



“É uma sensação muito estranha. As pessoas ficam olhando e você acha que elas vão ajudar mas, na verdade, estão com pena.

Como o piso é irregular, as rodas trancam e dá medo de cair. É preciso ter força nos braços para seguir adiante. Como obstáculos sempre vão existir, é preciso solidariedade das pessoas nas ruas. Se eu andei uns 50 metros e senti um monte de coisas, imagina quem enfrenta essas limitações todos os dias, na entrada de um banco, num ônibus, em casa, no cinema.”

Assista ao vídeo da matéria no link abaixo:


http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2632689.xml

25 de ago. de 2009

Medicamento para hipertensão é eficaz contra a esclerose múltipla, diz estudo

Matéria publicada em: 18/08/2009
Um medicamento contra a hipertensão arterial seria eficaz para tratar a esclerose múltipla e impedir ou, inclusive, reverter as paralisias resultantes, segundo estudo realizado em ratos de laboratório, cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira (18).

Os pesquisadores provocaram lesões cerebrais nos animais similares às responsáveis pela esclerose múltipla nos humanos. Alguns ratos foram em seguida tratados com lisinopril, um medicamento genérico para a hipertensão desenvolvido pela empresa farmacêutica norte-americana Merck e comercializado como Prinivil.





Pesquisadores provocaram lesões cerebrais nos animais similares às responsáveis pela Esclerose Múltipla nos humanos em ratos.
Os ratos que receberam o medicamento produziram uma grande quantidade de células imunológicas denominadas linfócitos T. Essas células impedem nos ratos de laboratório e nos humanos as doenças autoimunes nas quais o sistema imunológico ataca células e tecidos saudáveis do organismo.

Os animais tratados com lisinopril não desenvolveram os sintomas da doença, enquanto que os já paralisados tiveram um rápido desaparecimento de sua paralisia, explicou o doutor Lawrence Steinman, professor de neurologia da Faculdade de Medicina de Stanford (Califórnia, oeste), principal autor do estudo.

Segundo o doutor Steinman, os resultados desta pesquisa levam a crer que o lisinopril poderia ter o mesmo efeito em pessoas com esclerose múltipla ou, inclusive, que sofrem de outras doenças autoimunes.

O trabalho foi publicado na revista "Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos" (PNAS, na sigla em inglês).

24 de ago. de 2009

Saiba mais sobre a esclerose múltipla

Entrevista passada em: 24/08/2009


Nosso querido colega André em entrevista exclusiva ao Jornal da Hora do Almoço da RBS TV (Porto Alegre), falando sobre a doença, juntamente com o Dr. Alessandro Finkelsztejn (neurologista)




Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Powered by Blogger