1 de jun. de 2011

Paraplégico volta a movimentar as pernas após receber células-tronco

01/06/2011 14h11 - Atualizado em 01/06/2011 14h11

A terapia inédita começa a ser testada em voluntários, na Bahia. Depois de um mês e meio, o paciente já movimenta os joelhos e consegue pedalar.


Um homem que ficou paraplégico depois de um acidente há nove anos sonha em tomar banho de mar sozinho e jogar bola de novo. Há um mês e meio, ele recebeu transplante de células-tronco e, com duas sessões de fisioterapia por dia, já surpreende os médicos.
Ele já consegue mover os joelhos para cima, uma façanha para quem tem a musculatura atrofiada pela falta de uso. O paciente também está começando a levantar o corpo. O mais surpreendente para a equipe da fisioterapia é que ele está pedalando.
O policial militar, que pede para não ser identificado, não fazia nenhum movimento da cintura pra baixo. Ele ficou paraplégico depois de sofrer um acidente e passou os últimos nove anos em uma cadeira de rodas.
“Anteriormente eu tinha um tronco que estava vivo e umas pernas que não respondiam. E hoje eu percebo que eles estão vivas, pertencem a mim e só depende de mim para que elas acordem", diz.
O ponto de partida para esse progresso foi uma cirurgia realizada em 14 de abril, em Salvador. O paciente foi submetido a um transplante de células tronco. A pesquisa durou cinco anos e, antes de ser usada em humanos, a técnica mostrou bons resultados em animais.
Os médicos usam células-tronco mesenquimais, que tem grande capacidade de se transformar em vários tipos de tecido. Elas são retiradas do osso do quadril do próprio paciente e injetadas diretamente no local onde a coluna foi atingida.
A técnica pioneira foi desenvolvida por cientistas da Fundação Osvaldo Cruz, Fiocruz, e do Hospital São Rafael, onde fica um dos mais modernos centros de terapia celular do país.
Os pesquisadores estão espantados com a evolução rápida do paciente.
“Basicamente em uma semana ele já começou a ter resultados clínicos, uma melhora na sensibilidade, uma melhora na postura sentada e este paciente vem evoluindo", explica Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião.
Os médicos acham cedo para dizer se ele e as outras dezenove pessoas com lesões na medula que também irão receber células-tronco vão voltar a andar normalmente.
“Esse paciente pode ter ainda outras melhoras e os outros podem ter melhoras maiores, ou iguais ou piores. Então, a gente tem que esperar", acredita Ricardo Ribeiro, coordenador do programa.
Por enquanto, o policial, entusiasmado com os primeiros resultados, faz planos. “Eu sempre gostei de praia, ir à praia, poder tomar um banho de mar sem que ninguém te carregue. Poder ir a um estádio, que eu sempre gostei de futebol, poder jogar um futebol, ir ao shopping, fazer o que eu sempre fazia".



31 de mai. de 2011

Luiz Gustavo faz implante de Células Tronco para recuperar joelho

TV Globo | 30/05/2011 | 18:24

Ator se submeteu a uma artroscopia no último sábado (28)

 

Diagnosticado com artrose - um desgaste da cartilagem que afeta as articulações que suportam peso ou que fazem movimentos em excessos -, Luiz Gustavo passou por uma artroscopia com implante de células-tronco para a recupeeração do joelho direito, na manhã de sábado (28), no Hospital São Luiz, em São Paulo.
De repouso em sua casa na cidade de Itatiba, no interior de São Paulo, Luiz Gustavo está passando a maior parte do tempo sentado e com as pernas para cima para estancar um sangramento dos pontos.
O ator conversou com O Fuxico e contou sobre sua recuperação:
"Estou bem, mas está vazando um pouco de sangue entre os pontos, isso acontece principalmente quando fico sentado com a perna para baixo ou ando, mas à noite, quando durmo ou então quando coloco a perna direita para cima, o sangramento para", contou o ator.
Ainda segundo Luiz Gustavo, o sangramento não é grave e está sendo devidamente medicado.
“Ontem os médicos vieram em casa e me receitaram antibióticos e anti-inflamatórios. Estou seguindo à risca tudo o que falaram. Além disso, estou trocando sempre os curativos, passando soro, fazendo tudo certo como deve ser", disse.
Luiz Gustavo, que está andando de muleta, diz que não está dirigindo e tenta conter seu vício de balançar as pernas, tudo isso para evitar o vazamento de sangue.  
Mesmo com o problema, o ator que atuou como Mario Fofoca, em Ti-ti-ti, não para de trabalhar. Luiz Gustavo estará no elenco da próxima novela das 18h, da Globo, A vida da Gente, e já se prepara para o novo papel.
"Eu fico trabalhando no computador, lendo os capítulos a sinopse, trocando e-mails com o escritor, mas tendo a ficar sempre com a perna em cima da mesa para não sangrar”, explicou.
Bem animado, Luiz Gustavo terminou a entrevista avisando aos fãs que está bem e que logo voltará à sua rotina normal.

30 de mai. de 2011

CÉLULA DE PELE É TRANSFORMADA EM NEURÔNIO

Segunda-feira, 30 de maio de 2011 - 12h18



SÃO PAULO – Quatro proteínas. Isso foi tudo o que os pesquisadores da Universidade de Stanford precisaram para converter células da pele humana em neurônios.

O feito é significativo, pois elimina a necessidade de se criar primeiro as chamadas células tronco pluripotentes induzidas (iPS) e facilita a fabricação de neurônios em laboratório.


Com isso, os pesquisadores chegam cada vez mais perto de imitar doenças cerebrais ou neurológicas in vitro e, quem sabe um dia, usar esse material para terapias humanas.
A pesquisa é paralela a uma já feita em 2010 pelos próprios pesquisadores de Stanford, na qual células da pele de ratos foram transformadas em neurônios. O sucesso com os roedores fez os cientistas aplicarem uma técnica parecida nas células humanas, cuja primeira etapa foi converter células tronco embrionárias em neurônios. Isso foi feito por meio de uma combinação de proteínas (Brn2, Ascl1 e Myt1l), um tratamento que recebeu o nome de BAM. O mesmo processo funcionou em células tronco pluripotentes induzidas.
O próximo passo foi o grande desafio: fazer o mesmo com células epiteliais. Utilizando células já maduras da pele de fetos e recém nascidos, os pesquisadores descobriram que o tratamento BAM as fazia ficar bastante parecidas com neurônios, porém estes eram incapazes de gerar sinais elétricos e se comunicar. Foi então adicionada uma quarta proteína, a NeuroD; com a nova combinação, as células epiteliais se transformaram em neurônios funcionais em quatro a cinco semanas. Além de expressarem atividade elétrica, eles se integraram e interagiram com neurônios de rato criados nas placas do laboratório.
A pesquisa, embora significativa, ainda possui limitações se comparada à feita com roedores em 2010. Cerca de 20% das células da pele de ratos podem virar neurônios, contra somente 2% a 4% das humanas.  Além disso, em humanos, os neurônios criados a partir de células epiteliais levam mais tempo para se formar e emitem sinais mais fracos.



14 de abr. de 2011

Tratamento oral mostra eficácia contra esclerose múltipla

Matéria publicada em: 14/04/2011

'Laquinimod' reduziu o número de crises e freou o avanço da doença; pesquisa acompanhou mais de mil pacientes em 24 países

Uma droga chamada “laquinimod” pode ser uma solução por via oral para a Esclerose Múltipla.
É o que indica uma pesquisa liderada por Giancarlo Comi, da Universidade Vita-Salute, em Milão, na Itália, que foi publicada nesta semana no encontro da Academia Norte-americana de Neurologia.

O estudo acompanhou 1.106 pacientes com esclerose múltipla, em 24 países, durante dois anos. Eles foram divididos em dois grupos e receberam diariamente doses orais de “laquinimod” (0,6 miligrama) ou de um placebo – pílula sem efeito químico, apenas psicológico. Cerca de 20% dos participantes abandonaram o projeto antes do fim.

Os pacientes que foram tratados com a droga tiveram uma redução estatística de 23% no número anual de relapsos em comparação ao que tomaram o placebo. O medicamento trouxe ainda outros resultados desejáveis: a progressão da doença caiu 36% e houve também diminuição de 33% na atrofia do cérebro.

Segundo os pesquisadores, o principal efeito colateral apresentado foi um aumento na produção de enzimas do fígado. Contudo, eles afirmam que o efeito foi temporário e não gerou sinais de problemas no fígado.

“Esses resultados empolgantes confirmam que o ‘laquinimod’ tem impacto significante na progressão da deficiência e da atividade da doença, mantendo alto nível de segurança”, afirmou Giancarlo Comi.
“Isso pode ser atribuído ao mecanismo original de ação do ‘laquinimod’, que atacou com eficácia e segurança a atividade inflamatória e a acumulação de danos irreversíveis”, completou.

6 de dez. de 2010

Estudo oferece esperança de "reparar" danos MS

Matéria Publicada em: 06/12/2010

Os cientistas identificaram uma maneira de incentivar o reparo do sistema nervoso na Esclerose Múltipla (MS).


O estudo sugere uma forma de ajudar a reparar danos cerebrais



Estudos em ratos por pesquisadores de Cambridge e da Universidade de Edimburgo identificou como ajudar as células-tronco no cérebro regenerar bainha de mielina, necessárias para proteger as fibras nervosas.

caridades MS disse que o "excitante" Nature Neuroscience trabalho oferecido esperança de restaurar as funções físicas.

Mas eles alertaram que seria alguns anos antes dos tratamentos foram desenvolvidos.

A Esclerose Múltipla é causada por um defeito no sistema imunológico do organismo, que gira sobre si própria, e ataca a bainha de mielina graxos.

Acredita-se que afecta cerca de 100.000 pessoas no Reino Unido.

Cerca de 85% têm o remitente-recorrente forma da doença, em que "flare-ups", que causa deficiência, são seguidos por uma recuperação do nível da função perdida física.

Nesta forma de Esclerose Múltipla, não parece ser algum reparo da mielina natural.

No entanto, cerca de 10% das pessoas são diagnosticadas com uma forma progressiva da Esclerose Múltipla, onde o declínio continua sem períodos de remissão.

Além disso, as pessoas com o remitente-recorrente forma muitas vezes vão a desenvolver o que se chama Esclerose Múltipla secundária progressiva, que afeta-los da mesma maneira.

'Elo perdido'


Os cientistas têm estado a olhar para como eles podem desenvolver tratamentos para estes dois grupos.

Na Esclerose Múltipla, a perda da bainha de mielina que atuam como camadas de isolamento, leva para as fibras nervosas no cérebro tornando-se danificadas.

Estas fibras são importantes, eles enviam mensagens para outras partes do corpo.

Este estudo identificou uma via de sinalização no cérebro que pode estimular as células do cérebro-tronco para regenerar a própria mielina novamente.

Os cientistas acreditam que isso vai ajudar na identificação de drogas para estimular reparação da mielina em pacientes com EM.

No entanto, o trabalho é necessário muito mais - não só para testar se o mecanismo funciona em pessoas com Esclerose Múltipla, mas também para ver o que drogas podem ser necessárias para promover o efeito.

Professor Charles Ffrench-Constant, da Universidade de Edimburgo MS Sociedade Centro de Pesquisa MS, disse: "O objetivo de nossa pesquisa é de retardar a progressão da Esclerose Múltipla com o objetivo final de parar e reverter isso.

"Esta descoberta é muito emocionante, que potencialmente poderiam pavimentar o caminho para encontrar drogas que poderiam ajudar a reparar danos causados às camadas importantes que protegem as células nervosas do cérebro."

O professor Robin Franklin, diretor do Centro, a Sociedade de Esclerose Múltipla de mielina reparação da Universidade de Cambridge, disse: "Terapias de reparação de danos que são o elo que faltavam no tratamento de Esclerose Múltipla.

"Neste estudo nós identificamos um meio pelo qual as células tronco do próprio cérebro podem ser incentivados a proceder a essa reparação, abrindo a possibilidade de uma nova medicina regenerativa para esta doença devastadora."

O estudo foi financiado pela Sociedade de Esclerose Múltipla e pela sociedade nacional do MS nos EUA.

Simon Gillespie, diretor executivo da Sociedade de Esclerose Múltipla, que co-financiou a pesquisa, disse: "Para pessoas com Esclerose Múltipla este é um dos mais excitantes desenvolvimentos nos últimos anos.

"É difícil colocar em palavras o quão revolucionário desta descoberta poderia ser e como é crítico para prosseguir a investigação em MS".

Pam Macfarlane, presidente-executivo da Fundação MS, acrescentou: "Exploração de processos que possam reparar as áreas de dano à mielina, é outra importante área de pesquisa de MS e isso pode eventualmente permitir que as pessoas recuperam a função que foi perdida com a deficiência.

"Este ainda é um estudo inicial em roedores, mas será muito interessante ver como ele se desenvolve."

"Para pessoas com esclerose múltipla este é um dos mais excitantes desenvolvimentos nos últimos anos. ” "


citação de Simon Gillespie, diretor executivo da Sociedade de Esclerose Múltipla, que co-financiou a pesquisa.

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