
A esclerose múltipla (EM) é um transtorno neurológico crônico muito debilitante que pode provocar vários sintomas, entre os quais dormência de braços e pernas e, nos estágios mais avançados, paralisia e problemas de visão.
O método consiste nas seguintes etapas: inicialmente os pesquisadores administraram drogas que tornam as células da medula óssea aptas a liberar células-tronco imunológicas (com capacidade de se transformar em qualquer tipo de células imunológicas) no sangue.
A idéia é desenvolver um novo sistema imunológico que reconhece o tecido saudável e não destrói as bainhas de proteínas, avalia Burt. Após um período médio de 37 meses, 17 pacientes (80 %) obtiveram melhores resultados nos testes-padrão de avaliação da visão, força muscular, coordenação motora e outros aspectos das funções neurológicas, que os obtidos antes do procedimento. Outros quatro pacientes não melhoraram, mas também não pioraram, avalia Burt.
O próximo estágio é descobrir como a terapia com células-tronco complementa os tratamentos existentes para a EM, com Tysabri e Novantrone. Esses dois medicamentos retardam a doença por bloqueio ou supressão do sistema imunológico superativo, mas os sintomas não melhoram.
Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/novas_perspectivas_para_a_esclerose_multipla.html