19 de jul. de 2012

Uso combinado de células-tronco e fator de crescimento reduz sintomas da doença em camundongos

O emprego de injeções periódicas de um tipo de célula-tronco humana adulta combinadas com doses diárias de um fator de crescimento pode ser uma alternativa promissora para o tratamento de distrofias musculares progressivas. Pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP) obtiveram resultados animadores com essa abordagem em testes com células musculares de pacientes com distrofia de Duchenne e em camundongos com uma forma congênita de distrofia muscular. A terapia em dose dupla usou células-tronco mesenquimais (CTMs) obtidas do cordão umbilical de recém-nascidos conjuntamente com doses do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1). Nos tecidos humanos, o esquema terapêutico aumentou a expressão (ativação) da distrofina, proteína essencial para a manutenção da integridade dos músculos. Nos roedores, o protocolo de tratamento testado diminuiu a inflamação e a fibrose dos músculos, levando a uma melhora da condição clínica dos animais. Os resultados do trabalho foram publicados em 4 de junho na versão on-line da revista científica Stem Cell Reviews and Reports.

A dobradinha células-tronco mais IGF-1 não gerou novos músculos sadios, como, em princípio, era esperado. Mas parece ter criado condições mais favoráveis para a preservação da funcionalidade da musculatura já existente. Dessa forma, a abordagem poderia ser uma alternativa para evitar ou minorar a degeneração causada por distrofias em geral. A terapia conjugada também apresenta uma vantagem extra. “As células-tronco mesenquimais têm propriedades imunossupressoras”, explica Mayana Zatz, coordenadora da equipe que fez o estudo e do centro da USP, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiados pela FAPESP. “Com elas, reduzimos o risco de haver rejeição do material injetado.” O sistema imunológico dos camundongos do experimento, por exemplo, não precisou ser “desligado” antes de os animais receberem as injeções de células-tronco humanas.
Normalmente, quando o doador e o receptor de tecidos ou células não são o mesmo indivíduo, é preciso destruir temporariamente as defesas imunológicas do organismo alvo do implante, procedimento sempre arriscado que deixa o paciente vulnerável a agressões externas. No entanto, se isso não for feito, o material cedido pelo doador será interpretado pelas defesas do receptor como um agente potencialmente perigoso e o implante será fatalmente rejeitado. Com o emprego de células mesenquimais, a questão da rejeição pode ser aparentemente contornada sem a necessidade de anular o sistema imunológico do doente – mesmo em casos extremos, como no experimento feito na USP, em que o receptor (camundongo) e o doador (ser humano) são de espécies distintas.
Há indícios de que ambos os componentes da candidata a terapia conjugada contra distrofia podem ser benéficos para os músculos. As células-tronco mesenquimais são bastante indiferenciadas e têm a capacidade de gerar muitos tipos de tecidos, como ossos, cartilagem, gordura, células de suporte para a formação do sangue e também tecido fibroso conectivo. Suspeita-se também que elas podem desempenhar algum papel no processo de regeneração muscular. Entre outras funções, o IGF-1 está envolvido nos processos de desenvolvimento e crescimento muscular. Avaliar, portanto, os possíveis efeitos de um esquema terapêutico com os dois ingredientes fazia todo o sentido.
Nos testes in vivo, os pesquisadores avaliaram por cerca de 60 dias diferentes protocolos de tratamento em 46 camundongos que apresentavam um quadro clínico tido como modelo das distrofias musculares congênitas. Devido a uma mutação no gene da laminina alfa 2, os animais tinham uma deficiência na produção da proteína merosina, disfunção que provoca fraqueza muscular e reduz a expectativa de vida. “Eles arrastam a pata traseira e têm considerável redução na força muscular”, afirma a bióloga Mariane Secco, principal responsável pelos experimentos em tecidos humanos e nos animais.
Os roedores foram divididos em quatro grupos: o primeiro não foi tratado e funcionou como controle; o segundo recebeu apenas injeções de células-tronco; o terceiro, somente doses do fator de crescimento; e o quarto foi alvo da terapia combinada. As células-tronco foram injetadas uma vez por semana nos roedores. Uma bombinha implantada sob a pele fornecia diariamente uma dose de dois miligramas de IGF-1 por quilo corpóreo dos animais. No final do estudo, foi feita a biópsia dos tecidos musculares e constatada uma melhora significativa entre os animais que receberam a terapia conjugada.
Diante dos resultados positivos, Mayana, Mariane e seus colaboradores sus-peitaram, inicialmente, que o IGF-1 tinha estimulado as CTMs a virar células musculares. Mas essa transformação não foi detectada em nenhum dos quatro grupos de camundongos. A melhora consta-tada foi ocasionada pela diminuição da inflamação e do nível de fibrose muscular, que, por sua vez,  podem ter levado a um aumento na forca da musculatura esquelética dos animais doentes. Aparentemente, o fator de crescimento potencializa os efeitos das células-tronco e vice-versa. “Acreditamos que não é necessário ocorrer a diferenciação das células-tronco injetadas em células musculares para que haja um benefício clínico”, diz Mayana. O tratamento combinado será testado em cachorros com distrofia para ver se os resultados positivos também se manifestam nesses animais.




Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/07/16/tratamento-em-dobro/

12 de jun. de 2012

Cientistas identificam células que estão na origem do câncer de colo de útero

Cientistas dos Estados Unidos e de Cingapura identificaram as células que provocam o câncer de colo de útero, uma descoberta que pode abrir novas vias para a prevenção e o tratamento desta doença, segundo estudo publicado nessa segunda-feira nas Atas da Academia Nacional de Ciências (PNAS, na sigla inglês).
Já se sabia que a maioria dos casos de câncer de colo de útero era causada por cepas do papilomavírus humano (VPH), mas agora os pesquisadores do Hospital Brigham and Women, da Escola de Medicina de Harvard e da Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa (A-STAR) em Cingapura determinaram o grupo específico de células que o HPV ataca.
Algumas células do colo do útero podem se tornar cancerosas quando infectadas pelo HPV, e outras não, disse o autor principal do estudo, Christopher Crum, do Hospital Brigham and Women, em Massachusetts.
Estas células também têm uma expressão genética particular igual à encontrada em tumores agressivos do colo do útero, o que permitiria aos médicos diferenciar lesões benignas de perigosas lesões pré-cancerosas.
As descobertas se baseiam em pesquisas prévias do grupo, que identificaram a origem de uma alteração rara e com frequência cancerosa em certas células do esôfago, em uma junção entre o tubo que transporta alimentos e o estômago.
Uma população similar destas células é encontrada no colo do útero, explica o pesquisador. São os remanescentes da embriogênese, que é o processo de divisão celular e crescimento que ocorre quando o embrião se torna feto.
— Há uma população de células no colo uterino que desaparece durante a vida fetal e é substituída por outro tipo.
Descobrimos que um pequeno número destas células não desaparece e permanece ali, quase como pequenas sentinelas de uma idade anterior — diz Crum.
Segundo ele, parece que esse grupo particular de células embrionárias remanescentes na junção escamoso-cilíndrica é a população que se infecta, pelo menos na maioria dos casos, em que ocorrem os cânceres e pré-cânceres importantes.
Durante a vida reprodutiva, são submetidas a mudanças (ou metaplasias), quando se transformam em outros tipos de células, por isso são como espécies de células-tronco.
Conhecer a biologia destas células e sua localização pode ajudar os médicos a determinar quais lesões pré-cancerosas cervicais (displasias) requerem tratamento, assim como prevenir o câncer por completo mediante a destruição destas células de antemão.
Estudos adicionais serviriam para identificar a existência de populações de células similares em outras áreas do corpo que são afetadas por cânceres relacionados com o HPV, como pênis, vulva, ânus e garganta.
Acredita-se que os subtipos de HPV 16 e 18 sejam responsáveis por cerca de 70% de todos os casos de câncer de colo de útero no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Embora exames regulares tenham diminuído dramaticamente as taxas de mortalidade no Ocidente, o câncer de colo de útero continua sendo uma causa importante de morte nos países em desenvolvimento e se situa como o terceiro câncer mais comum entre mulheres em escala mundial.
A Organização Mundial da Saúde estima em cerca de 530 mil as mulheres diagnosticadas com câncer de colo do útero (ou cervical) a cada ano em todo o mundo.
Destas, 275 mil morrem vítimas da doença.

10 de jun. de 2012

Ascadim inaugura nova sede e precisa de ajuda

Associação Sul Catarinense de Familiares, Amigos e Portadores de Distrofias Musculares Progressivas (Ascadim) inaugura no dia 13 de junho sua nova sede, ao lado da Policlínica do distrito de Rio Maina. O espaço foi doado pela Prefeitura de Criciúma. Fundada em 2005, a associação concede tratamento gratuito a 28 pacientes da toda a região Sul de Santa Catarina que possuem Distrofia Muscular.


De acordo com a presidente da Ascadim,
Clarissa Comim, a Distrofia Muscular não tem cura. “O tratamento é a fisioterapia, que retarda a progressão da doença. Aqui na Ascadim a gente também realiza acompanhamento nutricional, médico e psicológico com os pacientes. Tudo é gratuito e, por isso, estamos precisando muito de apoio financeira”, solicita ela.

A presidente ressalta que é importante que todos conheçam a doença. “Muitas vezes a pessoa tem distrofia muscular e não sabe e nem procura um médico. Ou tem a doença e não sabe que existe o tratamento gratuito na Ascadim”, lembra Clarissa. “Precisamos de ajuda para pagar os profissionais que trabalham conosco e para manutenção da sede”, completa.


A inauguração acontecerá às 20 horas do dia 13 de junho. “Convidamos a todos que querem conhecer a associação para que venham à inauguração e acompanhem o nosso trabalho”, pede a presidente.


Quem deseja contribuir com a associação pode entrar em contato pelo telefone: (48) 9908-5995. 
Para realizar doações, a conta da instituição é: Banco do Brasil. Agência: 5458-5. Conta: 5305533-0.

Mais informações podem ser obtidas no site da Ascadim:
http://ascadim.wordpress.com/
 

1 de jun. de 2012

VIVER COM ESCLEROSE

Viver com esclerose
Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo


Problemas com diagnóstico e falta de apoio aos portadores de Esclerose Múltipla levaram o empresário e portador da patologia, Antônio Carlos Lopes, 61 anos, a formar uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) há pouco mais de dois meses. 
A Eko, que em Tupi-Guarani significa vida feliz, pretende levar o bem-estar para quem vem lutando com a doença neurológica crônica. 
Atualmente, ele tem mil portadores cadastrados em toda a Grande Curitiba. Mas o número é muito maior, segundo ele, com a prevalência em 80% de mulheres, dos 14 aos 45 anos. 
Lopes mesmo só conseguiu descobrir que fazia parte do time há 12 anos.

O que você pretende com a criação da Oscip?

Depois de anos à espera de diagnóstico, de passar por 12 especialistas e acumular seis quilos de exames, cheguei à conclusão de que a criação de uma entidade era o único caminho para alertar a população sobre a Esclerose Múltipla e ajudar aos portadores. Com a construção da sede, pretendemos oferecer serviços médicos e sociais para os pacientes que sofrem com a doença e sofrem pelo desconhecimento da sociedade.

Serviço: Mais informações pelo telefone (41) 3079-6633.


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/servicos/conteudo.phtml?tl=1&id=1259138&tit=Cameras-demais#.T8I8FseXLZg.facebook

12 de mai. de 2012

Técnica experimental usada para tratar esclerose múltipla causa lesões e morte

FDA adverte que tratamento não aprovado aumenta risco de AVC, coágulos sanguíneos e hemorragia abdominal


William Maisel, cientista chefe do Center for Devices and Radiological Health da FDA
A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA está alertando profissionais de saúde e pacientes sobre lesões e mortes associadas ao uso de um procedimento experimental, chamado "terapia de libertação" ou "procedimento de libertação", usado para tratar uma das causas da Esclerose Múltipla.
A insuficiência venosa crônica cerebrospinal (CCSVI), que é caracterizada por um estreitamento (estenose) das veias do pescoço e do peito, pode causar esclerose ou contribuir para a progressão da doença.
No entanto, estudos que exploram a ligação entre esclerose e CCSVI não são conclusivos, e os critérios utilizados para diagnosticar CCSVI não foram adequadamente estabelecidos.
O procedimento experimental usa dispositivos como stents para dilatar as veias estreitas no peito e pescoço. No entanto, a agência recebeu relatos de morte, acidente vascular cerebral, deslocamento dos stents, danos à veia tratada, coágulos de sangue, dano ao nervo craniano e hemorragia abdominal associados com o procedimento experimental. 
Dispositivos como stents não foram aprovados pela FDA para uso no tratamento de CCSVI.
"Como não há nenhuma evidência confiável de que este procedimento é eficaz no tratamento da esclerose, a FDA alerta que, antes de testes com a nova técnica, é necessária a realização de pesquisas rigorosamente orientadas para avaliar a relação entre CCSVI e a doença", afirma William Maisel, da FDA.
A Esclerose é uma doença progressiva do cérebro e da medula espinhal. Na condição, o revestimento em torno das fibras nervosas, e muitas vezes as próprias fibras nervosas, no cérebro e medula espinhal são feridas, resultando em significativos e incapacitantes sintomas neurológicos.
Complicações após o tratamento de CCSVI podem ser relatadas através do programa online , da FDA.
A agência afirma que vai continuar a acompanhar os relatórios de eventos adversos associados com a "terapia de libertação" ou "procedimento de libertação" e manter o público informado.


Leda Nagle: Me engana que eu gosto


Rio -  Qual é a embalagem do açúcar que você compra? Saco plástico. Onde vem o sal que você compra? Em saco plástico. E a farinha de trigo, de mandioca, o fubá, o feijão, o arroz nosso de cada dia? Todos embalados em sacos plásticos. Onde é que você coloca as frutas e os legumes que você compra no supermercado? Em sacos plásticos. Onde vêm os remédios que você compra nas farmácias? Em sacolas plásticas. E, por acaso, esta profusão de sacos plásticos que fazem parte do seu dia a dia não poluem o ambiente? Não destroem o planeta? O único saco plástico que polui é a sacola plástica que você recebe dos supermercados?
Aquelas mesmo que você recicla colocando seu lixo de casa. Aquelas que, se for civilizado, você usa para apanhar e descartar as cacas do seu cachorro. Aquelas mesmo que as grandes redes de supermercado querem parar de fornecer a você na hora das compras. E o que eles dizem? Que elas são as responsáveis pela poluição do nosso planeta. Por que só elas? Só o plástico com que elas são feitas poluem rios, destroem as matas, tornam nosso mundo menos habitável? Mas por que só elas? Quem disse? As grandes redes de supermercado. E quem ganha com isto? O planeta? Me engana que eu gosto. Além dos fabricantes de rolos de sacos de lixo, que também são feitos de plástico, quem mais ganha com a proibição das sacolas de plástico são as grandes redes de supermercado que, a partir de agora, em cidades como São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, não terão mais despesa alguma com o consumidor. Depois que ele pagar — e muito bem — os produtos que comprar o problema de levar os produtos para casa passa a ser só do consumidor.
Como você vai levar seus produtos para sua casa? Problema seu. Até porque não são eles que vão entrar nos ônibus cheios, nos trens lotados, no metrô entupido, nas barcas sobrecarregadas, levando uma caixa de papelão. Uma mala sem alça. E ainda querem convencer você, pessoa de boa fé, que está ajudando na reconstrução do planeta. Não é meigo? Não. Acho cínico. E a parte deles?
Bom, eles vendem a você sacolas retornáveis. E sabe o que acontece dentro delas? Se você não limpá-las, adequadamente, lavando com água e sabão, bactérias e fungos crescem dentro delas. Sabia também que o correto seria usar uma sacola para carnes, outra para vegetais e outra para produtos de limpeza? Sabia que elas não podem ser feitas de produto muito resistente, com muitas tramas? Porque as bactérias se entranham nos tecidos mais fortes com mais facilidade. E então? Mais tranquilos? Vai dar trabalho, ficará mais caro e você ainda acha mesmo que vai ajudar a salvar o planeta?

29 de jan. de 2012

INFORMATIVO ANADIM - ASS.NACIONAL DE DISTROFIA MUSCULAR

A ANADIM - Associação Nacional da Distrofia Miotônica informa seu novo site: www.anadim.net

Este espaço é voltado às necessidade e apoio às pessoas com Distrofia Miotônica (Distrofia de Steinert), seus familiares, cuidadores, profissionais e interessados de modo geral nesta questão.

O apoio pleno e a participação nos outros grupos de apoio aos distróficos de modo geral e às pessoas com necessidades especiais se manterá totalmente, mas notamos a necessidade de um espaço próprio para algumas discussões específicas sobre esta doença rara ainda meio desconhecida e tão variável em seus sintomas.

O site ainda está em seu estágio inicial de construção e aprimoramento, mas crescerá para poder ajudar aos que necessitarem. 

Contamos com sua visita em nosso site, participe enviando opiniões, críticas, indicação de links etc.

Visite também a comunidade da ANADIM no orkut e facebook.

Grande abraço.

Francisco Carlos da Mota
Coordenador responsável pelo site da 
ANADIM - Associação Nacional da Distrofia Miotônica 
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