30 de abr. de 2010
Terapia com vitamina D pode actuar como quimioterapia natural
Matéria publicada em: 30/04/2010
Um trabalho desenvolvido pela Universidade de Guelph, no Canadá, mostra que a acção anticancerígena da vitamina D pode ser útil no desenvolvimento de uma “quimioterapia natural”, avança o site Ciência Diária.
A diminuição da actividade de uma proteína chamada MARRS, um receptor para a sinalização da vitamina D, faz com que a célula cancerosa se torne hipersensível ao nutriente, tornando-se mais frágil. A manipulação destes níveis pode modificar a forma como as células de tumor se dividem, tornando-as alvos fáceis para tratamentos.
“Parece que a diminuição da MARRS traz benefícios terapêuticos no cancro da mama quando usamos a vitamina D”, explica Kelly Meckling, envolvida no trabalho.
“Tumores com queda da MARRS crescem mais rápido do que os tumores que têm índices normais. Mas quando se inicia a terapia de vitamina D como agente anti-tumoral, as células tumorais morrem muito rapidamente”, acrescenta.
A vitamina D, um nutriente essencial para a saúde dos ossos, também está associada a uma protecção maior contra a esclerose múltipla.
O estudo actual mostra que a MARRS desempenha realmente um papel fundamental na determinação do destino das células, podendo ser usada como uma terapia não somente para o cancro, mas também em doenças como o Alzheimer, Parkinson e psoríase.
Sequênciado pela primeira vez genoma de anfíbio
Matéria publicada em: 30/04/2010
Rã partilha 1700 genes com o ser humano e pode ajudar a perceber desenvolvimento de doenças
Rã africana foi o primeiro anfíbio a ter a sequência genética desvendada
Pela primeira vez um grupo de investigadores conseguiu sequenciar o genoma de um anfíbio. Trata-se de uma espécie de rã africana, a Xenopus tropicalis, uma das mais utilizadas em laboratório e que se junta à lista de mais de 175 organismos, desde a mosca da fruta ao ser humano, cujo mapa genético foi quase totalmente desvendado.
O animal tem até 21 mil genes − quase tanto como o ser humano. A descoberta pode dar lugar a avanços importantes no estudo da saúde humana, já que o batráquio comparte connosco 1700 genes relacionados com doenças como o cancro, a asma ou patologias coronárias.
O estudo, publicado na Science, poderá ainda ajudar a compreender as causas da grande mortalidade de anfíbios em todo o mundo.
A sequência do genoma do Xenopus tropicalis é resultado do esforço conjunto de investigadores de vinte instituições científicas de todo o mundo, dirigidos por Uffe Hellsten, do Joint Genome Institute em Walnut Creek, na Califórnia.
O genoma desta rã, que vive nos charcos da África subsariana, é composto por mais de 1,7 mil milhões de bases químicas implantadas em dez cromossomas. Tem entre 20 e 21 mil genes, quase tanto como os humanos, cuja sequência é composta por 23 mil.
Rã partilha 1700 genes com o ser humano
As descobertas baseiam-se no DNA de apenas uma rã africana. Este material foi dividido em pequenas partes que multiplicaram muitas vezes para serem enviadas para os laboratórios de todo o mundo.“É um grande avanço. Agora começa o verdadeiro trabalho: compreender como e quando os genes são activados e como funcionam durante o desenvolvimento de uma doença”, explica Jacques Robert, investigador de imunologia da Universidade do Rochester Medical Center. A equipa identificou as regiões do genoma da rã onde os genes estão ispostos quase do mesmo modo que no ser humano e na galinha.
Genoma ancestral
Estas zonas comuns são essencialmente fragmentos de um genoma antigo que o homem e a rã compartilharam nas primeiras etapas do desenvolvimento, que remonta ao tempo anterior em que tomaram caminhos distintos − há 360 milhões de anos – o último antepassado comum de todos os mamíferos, aves, rãs, salamandras e dinossauros que alguma vez viveram no planeta.
Já que os cientistas tentam compreender como funcionam os grupos de genes, esta investigação pode dar resposta a muitas dúvidas sobre o desenvolvimento de doenças cardíacas ou do cancro. Também poderá avançar com o conhecimento acerca do sistema imunológico e ajudar milhões de pessoas com Asma, Lúpus, Esclerose Múltipla, Artrite Reumatóide, Cancro ou Alzheimer.
29 de abr. de 2010
Esclerose Múltipla pode estar mais relacionada com fatores externos do que genéticos
Matéria publicada em: 29/04/2010
Cientistas americanos investigaram origem da doença em gêmeos

Um novo estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA, sugere que a Esclerose Múltipla, doença auto-imune que ataca o sistema nervoso central, pode estar muito mais associada ao ambiente do que características genéticas.
Os investigadores analisaram gêmeos idênticos para procurar pistas que expliquem por que razão gêmeos verdadeiros - formados a partir de um único óvulo - podem possuir grandes diferenças genéticas.
Embora se saiba que gêmeos verdadeiros podem apresentar diferenças genéticas subtis, já foi comprovado que o risco de um deles desenvolver determinada doença, se o outro já a desenvolveu, é 25 por cento maior, percentagem que indica um forte componente genético.
Entretanto, há também espaço para factores ambientais de risco, sendo que os resultados da investigação foram incapazes de mostrar uma causa genética para o problema.
Análises do genoma mostraram que os gêmeos podem possuir diferenças surpreendentes, embora nenhuma delas esteja relacionada com a Esclerose Múltipla. “Encontramos muitos casos em que um desequilíbrio alélico [situação em que um membro – alelo - de um par de genes está perdido ou amplificado] foi maior num dos gêmeos do que no outro”, ressalta Sergio Barazinan, da Universidade da Califórnia, acrescentando que “estas diferenças foram inesperadas e é provável que sejam de interesse em estudos futuros com gêmeos, se o foco for a Esclerose Múltipla ou outras doenças”.
De acordo com Ursula Ult, directora do programa de desordens neurológicas do NIH, “até agora, isto representa a análise mais completa do genoma de gêmeos com a doença auto-imune”, explica, revelando que os resultados são “interessantes” não só para a Esclerose Múltipla, mas para todos os estudos que dependem de gêmeos para investigar o que é inato e o que é adquirido em doenças complexas.
Outra teoria bastante discutida atualmente é a de que a Esclerose Múltipla pode ser desencadeada por uma infecção viral, causando reações imunológicas exageradas do corpo.
Como cada pessoa apresenta um código genético único, algumas pessoas podem estar mais propensas ao problema.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42113&op=all#cont
Um novo estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA, sugere que a Esclerose Múltipla, doença auto-imune que ataca o sistema nervoso central, pode estar muito mais associada ao ambiente do que características genéticas.
Os investigadores analisaram gêmeos idênticos para procurar pistas que expliquem por que razão gêmeos verdadeiros - formados a partir de um único óvulo - podem possuir grandes diferenças genéticas.
Embora se saiba que gêmeos verdadeiros podem apresentar diferenças genéticas subtis, já foi comprovado que o risco de um deles desenvolver determinada doença, se o outro já a desenvolveu, é 25 por cento maior, percentagem que indica um forte componente genético.
Entretanto, há também espaço para factores ambientais de risco, sendo que os resultados da investigação foram incapazes de mostrar uma causa genética para o problema.
Análises do genoma mostraram que os gêmeos podem possuir diferenças surpreendentes, embora nenhuma delas esteja relacionada com a Esclerose Múltipla. “Encontramos muitos casos em que um desequilíbrio alélico [situação em que um membro – alelo - de um par de genes está perdido ou amplificado] foi maior num dos gêmeos do que no outro”, ressalta Sergio Barazinan, da Universidade da Califórnia, acrescentando que “estas diferenças foram inesperadas e é provável que sejam de interesse em estudos futuros com gêmeos, se o foco for a Esclerose Múltipla ou outras doenças”.
De acordo com Ursula Ult, directora do programa de desordens neurológicas do NIH, “até agora, isto representa a análise mais completa do genoma de gêmeos com a doença auto-imune”, explica, revelando que os resultados são “interessantes” não só para a Esclerose Múltipla, mas para todos os estudos que dependem de gêmeos para investigar o que é inato e o que é adquirido em doenças complexas.
Outra teoria bastante discutida atualmente é a de que a Esclerose Múltipla pode ser desencadeada por uma infecção viral, causando reações imunológicas exageradas do corpo.
Como cada pessoa apresenta um código genético único, algumas pessoas podem estar mais propensas ao problema.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42113&op=all#cont
Os investigadores analisaram gêmeos idênticos para procurar pistas que expliquem por que razão gêmeos verdadeiros - formados a partir de um único óvulo - podem possuir grandes diferenças genéticas.
Embora se saiba que gêmeos verdadeiros podem apresentar diferenças genéticas subtis, já foi comprovado que o risco de um deles desenvolver determinada doença, se o outro já a desenvolveu, é 25 por cento maior, percentagem que indica um forte componente genético.
Entretanto, há também espaço para factores ambientais de risco, sendo que os resultados da investigação foram incapazes de mostrar uma causa genética para o problema.
Análises do genoma mostraram que os gêmeos podem possuir diferenças surpreendentes, embora nenhuma delas esteja relacionada com a Esclerose Múltipla. “Encontramos muitos casos em que um desequilíbrio alélico [situação em que um membro – alelo - de um par de genes está perdido ou amplificado] foi maior num dos gêmeos do que no outro”, ressalta Sergio Barazinan, da Universidade da Califórnia, acrescentando que “estas diferenças foram inesperadas e é provável que sejam de interesse em estudos futuros com gêmeos, se o foco for a Esclerose Múltipla ou outras doenças”.
De acordo com Ursula Ult, directora do programa de desordens neurológicas do NIH, “até agora, isto representa a análise mais completa do genoma de gêmeos com a doença auto-imune”, explica, revelando que os resultados são “interessantes” não só para a Esclerose Múltipla, mas para todos os estudos que dependem de gêmeos para investigar o que é inato e o que é adquirido em doenças complexas.
Outra teoria bastante discutida atualmente é a de que a Esclerose Múltipla pode ser desencadeada por uma infecção viral, causando reações imunológicas exageradas do corpo.
Como cada pessoa apresenta um código genético único, algumas pessoas podem estar mais propensas ao problema.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42113&op=all#cont
Saúde retomará fornecimento de remédios de alto custo
Matéria publicada em: 28/04/2010
O secretário da Saúde, Telmo Mesquita, anunciou que será resolvido dentro de 15 dias o problema da interrupção no fornecimento de alguns medicamentos de alto custo. A informação foi transmitida na noite dessa terça-feira, 27, durante reunião do secretário com vários vereadores da Câmara Municipal de Teresina. Telmo Mesquita garantiu que os medicamentos estarão disponíveis aos pacientes com a máxima urgência.
Segundo o secretário, o Governo do Estado já tomou as providências para adquirir os medicamentos em falta, inclusive preparando os respectivos processos burocráticos. Telmo Mesquita acrescentou que estão prontos os empenhos dos recursos necessários à aquisição desses remédios. Ele assegurou ainda que vai trabalhar para que não ocorram novas interrupções no fornecimento dos medicamentos, principalmente para transplantados e doentes renais crônicos.
Nesse sentido, o governador Wilson Martins e o secretário da Fazenda, Antônio Silvano Alencar, terão um encontro com Telmo Mesquita para discutir o assunto e encontrar solução cabível no sentido de manter um estoque regulador, evitando a repetição do problema. A Secretaria da Saúde cadastrou 14.506 pacientes na Farmácia de Medicamentos de Alto Custo, mas enfrenta dificuldades no sentido de dispor de todos os remédios demandados pelos pacientes.
Remédios em falta
O órgão informou que quatro tipos de medicamentos para transplantados renais estão sendo fornecidos regularmente - Azatioprina, Micofenolato de Mofetila, Micofenolato de Sódio e Tacrolimo. Os medicamentos Ciclosporina e Mofetil, indicados para patologias renais crônicas, não estão sendo fornecidos porque não constam na lista de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Anteriormente, esses remédios eram autorizados e fornecidos por demanda administrativa.
A Secretaria da Saúde divulgou ainda que, por recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde e do Ministério Público, a Portaria 005/10 impede ao gestor autorizar esses medicamentos. Para que os pacientes possam recebê-los é necessário ingressar no Ministério Público, de modo a serem fornecidos por determinação judicial ou recomendação do Ministério Público.
A Secretaria da Saúde informou que outros 13 remédios estão em falta na Farmácia de Medicamentos de Alto Custo. São psicotrópicos para pacientes com Alzheimer, Parkinson, Esclerose Múltipla, Neutropenia, Epilepsia e Acne. Isso ocorre devido a problemas relacionados aos fornecedores e que já estão sendo equacionados pelo Governo do Estado, afirmou Telmo Mesquita durante a reunião com a comissão de vereadores teresinenses.
Comissão da Câmara
Participaram do encontro os vereadores Teresa Brito, Edvaldo Marques, Rodrigo Martins e José Pessoa Leal, o Dr. Pessoa, e ainda o presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos, Ozias Lima.
Incontinência urinária tem tratamento.
Matéria publicada em: 28/04/2010
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a Incontinência Urinária afeta 1 em cada 25 pessoas no Brasil.
O problema, caracterizado pela perda involuntária de urina, prejudica a qualidade de vida e o convívio social, além de alterar significantemente a rotina diária dos portadores da doença.
No entanto, dos milhões de brasileiros que sofrem diariamente com os sintomas da Incontinência Urinária, poucos procuram orientação médica, muitas vezes por vergonha.
O programa Saúde em Destaque na Web entrevistou o especialista em urologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Dr. José Carlos Truzzi.
Ele destaca que o tratamento deve ser individualizado para cada tipo de incontinência, e conforme o diagnóstico apresentado por cada paciente.
Opções como fisioterapia pélvica, terapia comportamental e medicamentos podem ser utilizadas como medidas iniciais.
Uma alternativa a essas medidas é a aplicação de Toxina Botulínica Tipo A, como opção eficaz e segura para o tratamento da Incontinência Urinária causada pela Bexiga Hiperativa.
"Aprovada pela ANVISA há um ano, essa opção de tratamento tem ganhado importante aderência pelos urologistas, graças aos resultados muito favoráveis que tem apresentado", acrescenta Dr. Truzzi.
27 de abr. de 2010
Aposentados portadores de doenças graves estão isentos de pagar IR
Matéria Publicada em: 26/04/2010
A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou que aposentados e pensionistas que sofrem de doenças graves, como o câncer, estão isentos do pagamento do Imposto de Renda (IR) sobre as aposentadorias e pensões, mesmo que não haja a manifestação de sintomas recentes da moléstia.
Saiba tudo sobre a declaração do IR no especial do Pernambuco.com
A decisão está amparada na Lei 7.713, de dezembro de 1988 (alterada em 2004), que estabelece a isenção do IR dos proventos resultantes de aposentadoria ou reforma pagos a portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), mesmo quando a doença tenha sido contraída após a aposentadoria ou reforma.
Ao julgar um recurso especial apresentado pela Procuradoria do Distrito Federal contra uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o STJ determinou não ser necessária a indicação de data de validade do laudo pericial com o diagnóstico da doença do aposentado ou pensionista.
O governo do DF questionou uma decisão do TJDFT que reconheceu o direito à isenção do IR para um militar da reserva diagnosticado com câncer após deixar o serviço ativo.
A ministra relatora do processo, Eliana Calmon, ressaltou o entendimento do STJ de que, em casos de neoplasia maligna, para que o doente tenha direito à isenção do imposto, não é exigida a demonstração da presença de sintomas, a indicação de validade do laudo pericial ou a comprovação de recaída do paciente.
Para obter a isenção do IR, o portador de uma das doenças citadas na lei deve apresentar o requerimento fornecido pela Receita Federal ao órgão pagador da aposentadoria ou pensão.
A doença deve ser comprovada por meio de laudo emitido por serviço médico oficial da União, estados ou municípios.
21 de abr. de 2010
Um embrião com três pais
Matéria Publicada em: 19/04/2010
Duas mulheres e um homem envolvidos na concepção podem ajudar a evitar doenças
A última descoberta da fecundação in vitro é o transplante de DNA − uma técnica que utiliza óvulos de duas mulheres e esperma de um homem para conceber embriões sem doenças graves.
Para ter um filho saudável pode não bastar apenas um óvulo e um espermatozóide.
Nas famílias em que há incapacidades como a Distrofia Muscular ou a Ataxia Cerebral, de geração em geração, a solução poderia passar por submeter-se a um novo procedimento que permite eliminar essa herança imperfeita em laboratório.
Cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, demonstraram que é possível criar embriões humanos saudáveis a partir de material genético de duas mulheres e um homem. A investigação, publicada na mais recente edição da Nature, poderá estar disponível nas clínicas de reprodução assistida dentro de três anos.
A técnica foi pensada para evitar a transmissão de doenças mitocondriais, um grupo de 150 patologias não muito frequentes, mas devastadoras. São doenças que causam demência, cegueira, distúrbios no sistema nervoso e nos órgãos vitais como no coração ou nos rins. Transmitem-se por via materna, através do DNA que existe nas mitocôndrias, fora do núcleo do óvulo.
Estas estruturas estão em todas as células do organismo, excepto no sangue. As mitocôndrias são responsáveis pela produção da energia necessária à vida. Uma característica única destes organelos celulares é que o seu próprio DNA é procedente da mãe.
Para evitar a transmissão dessa carga genética, que pode transportar doenças, a nova técnica baseia-se num “transplante de mitocôndrias” ao embrião. Através da fecundação in vitro, extraem-se os núcleos dos espermatozóides do pai e o óvulo da mãe, que contêm o DNA dos pais, onde as mitocôndrias defeituosas não entram. Os núcleos são implantados posteriormente no óvulo de uma mulher saudável, sem o núcleo mas com as suas mitocôndrias.
Mudar a bateria
"O que fazemos é como mudar a bateria de um computador. Com a entrada de energia necessária, funciona correctamente e a informação do disco duro não se altera”, explica Doug Turnbull, responsável pela investigação.As mitocôndrias não levam informação genética que define as características de uma pessoa. Deste modo, os bebés que nasçam através deste procedimento vão ser parecidos com os seus pais ‘reais’. Na sua concepção tiveram elementos genéticos de três pessoas, mas apenas o DNA nuclear dos seus pais terá influência na sua aparência física e noutras características gerais.
Com este processo, já se criaram 80 embriões viáveis que não se implantaram em nenhuma mulher. Mantiveram-se com vida em laboratório durante oito dias, até que alcançaram o estágio blastócito. Entretanto foram destruídos, como manda a legislação britânica.
A técnica não deixa de ser polémica porque supõe a manipulação do embrião e contém genes de três progenitores: do pai, da mãe mais um pequena adição de DNA mitocôndrial da doadora.
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